#FutebolDaTerrinha Sport faz grande jogo e quebra invencibilidade do Náutico na Ilha

A Ilha do Retiro recebeu, na tarde desse Domingo, o Clássico dos Clássicos de número 556, válido pela nona e última rodada da primeira fase do campeonato pernambucano. Sport e Náutico tinham seus objetivos nesse jogo. O Leão precisando de um simples empate para avançar diretamente rumo a semifinal. O Timbu, já classificado em primeiro lugar, querendo manter sua invencibilidade na temporada. Numa partida que foi dominada pelo time leonino, o placar acabou sendo uma vitória rubro-negra por três tentos a zero. Agora, as duas equipes só voltam aos gramados no próximo final de semana, para disputar as semifinais do estadual. O Náutico vai enfrentar o vencedor do confronto entre o quarto e o quinto colocados da primeira fase (Santa Cruz x Afogados) nos Aflitos. Já o Sport encara o ganhador da partida entre o terceiro e o sexto lugar (Salgueiro x Vera Cruz) na Ilha do Retiro.

O começo do clássico foi bem intenso. O Leão, marcando firme no campo ofensivo, obrigava o Náutico a errar na saída de bola. Num desses erros, aconteceu um escanteio muito duvidoso. Na cobrança do escanteio, a zaga alvirrubra afastou, o Sport pegou o rebote, a bola sobrou para Maidana, que serviu Neilton, o atacante chutou firme, no alto da barra de Alex Alves, abrindo o placar logo aos 05 minutos. O Náutico parecia anestesiado, não conseguia desenvolver seu jogo, enquanto o Sport continuava com muita intensidade. A equipe alvirrubra passou a ter mais a posse de bola, trabalhando mais as jogadas, enquanto o time leonino se postava de maneira mais reativa. O Timbu abusava dos cruzamentos na área, consagrando assim Maidana e Adryelson. A equipe rubro-negra apenas rebatia a bola, perdendo um pouco da transição em velocidade para o contragolpe. Quando o Leão tinha essa oportunidade de contragolpear, sempre levava um relativo perigo. Aos 44, o Leão ampliou o placar. Lançamento de Maidana para Neilton, que recebeu e deu na passagem para Sander, que chutou forte, a bola desviou em Ronaldo Alves e morreu no fundo da rede. Dessa forma o intervalo chegava, com a boa vantagem leonina no marcador.

Na volta para o segundo tempo, ninguém mexeu. Nem Umberto Louzer mudou o Sport, nem Hélio dos Anjos modificou o Náutico. O panorama do início da etapa final permanecia o mesmo de boa parte do primeiro tempo. A equipe alvirrubra com pouca objetividade dentro de campo, diferentemente do Sport, que, quando tinha a bola, sempre buscava de forma rápida chegar ao campo ofensivo. Aos 10, saiu o terceiro gol rubro-negro. Patric cobrou falta na área e Adryelson, livre, desviou para o fundo do barbante. O controle da partida era totalmente leonino. O Náutico, com um bom bloqueio feito pelo adversário, pouco fazia no ataque. Quando teve a chance, Mailson teve que fazer boa intervenção. O Leão até teve algumas oportunidades para aumentar ainda mais a vantagem, mas não teve qualidade na hora de definir. Veio então o apito final do árbitro. Uma boa vitória rubro-negra, para quebrar a invencibilidade do rival e mostrar que o trabalho de Umberto Louzer começa de maneira positiva. Ao Náutico, uma derrota para ligar o sinal de alerta rumo a fase decisiva do estadual e, principalmente, para a Série B. Enfim, tivemos um bom clássico na Ilha.