Crítica – Monster Hunter

Estreia nessa quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros o longa Monster Hunter. Baseado no jogo da Capcom de mesmo título,o longa nos conta que por trás do mundo que conhecemos, existe um perigoso universo, com bestas gigantes e monstros perigosos que governam com total feracidade. Quando uma tempestade de areia transporta a Tenente Artemis e sua unidade para esse mundo, os soldados ficam em choque, descobrindo que o novo ambiente é o hostil lar de diversas criaturas perigosas, imunes ao seu poder de fogo. Batalhando por suas vidas, a unidade precisará de um milagre para se salvar da fúria desse inóspito novo local.

O mundo dos games e o mundo do cinema já conversaram algumas vezes nas últimas décadas. Podemos afirmar sem medo que o número de filmes baseados em jogos de sucesso está aumentando cada vez mais. Infelizmente na grande maioria dos casos, adaptar a experiência dos games para as telonas não renderam o resultado esperado, nem para os fãs dos videogames e muito menos para os fãs de cinema. Ainda sim, aos longos dos anos, apesar de algumas derrapadas bem violentas, podemos ver que claramente o cinema está evoluindo e pensando em outras formas de como adaptar os games para o mundo cinematográfico.

Assim como nos filmes, existem diversos gêneros de jogos. Existem aqueles mais focados na narrativa, outros mais focados nos personagens, outro mais interessados na jogabilidade e por aí vai. O game Monster Hunter tem em si uma boa históra, contudo, podemos apontar que o sucesso do jogo se deu muito mais pela sua jogabildade. Podemos afirmar que o longa de 2021 dirigido por Paul W.S. Anderson entende bem isso, e por isso mesmo tenta traduzir essa experiência da melhor forma possível nas telonas.

A produção estrelada por Milla Jovovich tem até espaço para uma simpática dupla de protagonistas, mas ainda sim, o filme entende que o vai segurar a atenção e interesse do público durante toda a jornada são as sequências de ação e aventura. Não é todo o diretor que consegue entender o que precisa ser adaptado de um game ou não. Muitas vezes as versões de cinema tentam adicionar algo que não estava presente nos games, apenas para tentar dar mais conteúdo ao produto final. Aqui, Monster Hunter entende o que tem a oferecer e não se envergonha de ser apenas uma história divertida num mundo caótico com monstros gigantes.

No fim das contas, Monster Hunter não vai revolucionar a indústria e nem será um marco de adaptações de um game. Todavia, apesar de não ser a melhor adaptação feita de um jogo para as telonas, o longa está muito longe de ser a pior. Anderson entende o background que tinha em mãos e consegue extrair um resultado final justo e sincero com os fãs do game e até com aqueles que querem se divertir um pouco no cinema.

Nota do CinEsportes – ⭐⭐⭐