Crítica – Elvis

Estreia nessa quinta-feira (14) nos cinemas brasileiros a cinebiografia do astro Elvis Presley. A produção é estrelada por Austin Butler e Tom Hanks e foca na ascensão do cantor e toda sua relação complexa com seu agente Tom Parker. O longa é dirigido por Laz Luhrmaan, que tem no seu currículo filmes como O Grande Gatsby, Austrália e Moulin Rouge.

A cinebiografia de Elvis Presley com certeza era uma das produções mais aguardadas dos últimos anos. O cantor, ator e astro teve uma carreira meteórica cheia de polêmicas e hits. O diretor Luhrmaan parecia ser uma escolha perfeita para o trabalho, já que ele tem uma identidade visual bastante singular nas suas produções, e Elvis sempre teve um apelo visual muito grande com seu público.

Ainda sim, Luhrmaan nos últimos anos teve problemas em conciliar um excelente aspecto visual em uma narrativa satisfatória. Aqui, na cinebiografia, para a alegria dos fãs, o diretor consegue fazer um ótimo trabalho. A produção consegue ser espetacular tanto para os olhos, quanto para todos os outros sentidos.

Muito disso também se dá pelas otimas atuações entregues. Austin Butler está impecável, na voz, na entoação, nos movimentos e principalmente na energia e foco nos detalhes. Tom Hanks tem uma atuação segura que poderia ser ainda melhor se seu personagem não tivesse sido tão unilateral. Falando nisso, talvez essa seja a única falha do longa, em colocar todos os problemas da carreira do astro nas costas do seu agente.

Por fim, Elvis é uma cinebiografia de primeirissima grandeza e irá não apenas emocionar, mas também nos fazer pensar. E com certeza isso é algo que poucos filmes têm nos feito fazer.

Nota do CinEsportes – ⭐⭐⭐⭐⭐